sábado, 27 de setembro de 2008
Do Sonic ao Counter-Strike: A ameaça de jogos eletrônicos ao cérebro da nova geração
28 de agosto de 2008, 03h29min. Plena madrugada. Sono nulo. O desespero que me toma conta é assustador. O motivo? Estou há um mês sem internet. Se você for ver a data no rodapé do texto, verá que esta não coincide com a citada acima.Neste momento, faz 3 horas e meia que cheguei de uma festinha xepa realizada pelo meu curso de espanhol e, depois de algumas partidas de Winning Eleven no videogame de meu primo, vim para casa. Sem sono, tentei (sem conseguir, como vem acontecendo de 30/09 pra cá) entrar na minha internet discada. Sem sucesso fiquei de 02h00min até 10 minutos atrás pensando: por que a ausência de internet me deixa tão estressado?Por menos que seja viciado em coisas do tipo orkuts, MSN, Debilog e bagulhos assim, cheguei num ponto em que passei a me sentir viciado pela falta que o barulhinho da conexão faz.Daí, mais um pensamento: qual é o papel cultural da informática para a juventude .Vejo pessoalmente casos de crianças, pré-adolescentes e pessoas da minha idade que atingiram um nível alarmante de idiotice devido a vícios em jogos eletrônicos.Daí veio-me o pensamento que me fez escrever este texto: crianças viciadas em jogos eletrônicos tendem a criar um mundo paralelo mentalmente, o que pode fazer com que associem ao mundo real este mundo imaginário, encarando-o de maneira infantil e relacionando-se com as demais pessoas como se estivessem ao seu nível de imbecilidade.Não precisa fingir, pois sei que você não entendeu. Vou exemplificar: imagine que você é um jogador de futebol (desculpe, mas futebol é a minha paixão, não vejo nada melhor pra exemplificar). Vamos supor que você inventa um drible (como os elásticos de Ronaldinho e as pedaladas de Cristiano Ronaldo e Robinho). Daí, pensemos que você passe a jogar em dois times simultaneamente: um time europeu, jogando contra os melhores jogadores do mundo, e num time brasileiro, onde os jogadores têm certa limitação na qualidade. O drible que você inventou pareceria ótimo quando aplicado em jogadores que atuam no Brasil. Aí você, achando que o seu drible é fantástico, começa a tentar fazê-lo em jogadores de times europeus, que são melhores e tomariam a bola de você facilmente. Você teria uma desilusão, já que pensava que o seu drible era foda, porém descobriu que não era e quereria jogar só no Brasil, já que aqui o drible faz sucesso e você seria considerado bom.Aqui na rua onde moro há um típico caso de pessoa pessimamente influenciada por jogos eletrônicos. Como não cito nomes, alcunhar-lhe-ei de CC (digamos que, se há algo que falte na casa dessa coisa feia, é desodorante). Conheço esse moleque desde quando ele tinha 10 anos e eu oito. O pobrezinho nunca se primou pela beleza (não estou dizendo que sou bonito, tanto que sou comparado a um dos mais feios jogadores de futebol da atualidade), tampouco pela inteligência (também não estou dizendo que sou inteligente) ou qualquer outra coisa que atraísse o sexo feminino. Depois de seis anos sem nos vermos freqüentemente, algo me chocou, recentemente, em um de nossos raros encontros: a habilidade de CC no jogo “The King Of Fighters 97” (da já citada máquina de flipper da esquina). De três meses pra cá, ele estabeleceu os cinco primeiros lugares que aparecem como recordes na máquina. A partir do momento em que fui testemunha da incrível habilidade de CC no jogo, passei a observar suas ações e a me interessar pela trajetória que este realizou nessa jornada que chamamos de vida (meio Hippie, mas tudo bem). Notei que todas as amizades dele são crianças que aparentam 11 ou 12 anos (sendo que, segundo meus cálculos, hoje em dia ele está com 18 aninhos na cara). Agora se lembre do que eu havia dito anteriormente: “crianças viciadas em jogos eletrônicos tendem a criar um mundo paralelo mentalmente, o que pode fazer com que associem ao mundo real este mundo imaginário, encarando-o de maneira infantil”. Resta saber: o que acontecerá com essas crianças quando se tornarem homens feitos. Que tipo de adultos serão esses moleques? Que tipo de recepção eles terão pro mundo real? Que tipo de recepção o mundo real terá pra eles? O que será do mundo se todas as crianças se deixarem dominar pelo mundo imaginário? Será que o Flamengo vai conseguir se classificar pra Libertadores? Será que o Obina é melhor que o Eto’o? Meu Deus! O que está acontecendo com o mundo...
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Um comentário:
AASUHUAHSHAHSHU[/eu riiii
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