Querem saber de uma coisa? Eu cansei. Cansei e tô puto. Tô puto e inconformado. A ponto de desistir. Desistir de conviver com as pessoas da minha idade. Só me decepciono. São coloridos, são funkeiros, são playboys, são jogadores de RPG e Tíbia. São fúteis. São muito fúteis. Escrotamente fúteis. Ninguém mais vive pra si. Não. De jeito nenhum. Pra quê? Claro que não.
Cada vez mais eu tenho a impressão de que se vive pra agradar os outros. Agradar a si mesmo não faz parte desse jogo chamado ‘Seja Jovem’. Vejam como a ideia de ‘modinha’, que há pouco tempo nem existia, é tão comum nos dias de hoje.
A maneira como os outros veem os que são jovens é decisiva para o comportamento deles perante o mundo. Então eles usam camisas com gola em V como o Fiuk, usam calças coloridas como o Cine e cortam o cabelo como o Justin Bieber. Mas não é só isso. Os jovens “normais” também me dão nos nervos, e pelo mesmo motivo.
Você que me conhece sabe que eu faço faculdade. Você que me conhece melhor sabe que eu acho o povo de lá um pé no saco. ”Não se misture com essa gentalha” – me diria Dona Florinda. Eu realmente tento, mas é impossível não fazê-lo. Pois bem, estava eu esses dias eu conversando com o único cara que considero amigo de verdade lá dentro, Marcio. Ele me chamou a atenção pra uma rodinha de “amigos” de seis pessoas, sendo que essa rodinha tinha uns quatro metros de diâmetro de tão afastados que os seis tavam. Aí eu te pergunto: isso é amizade? Ficar longe da pessoa? Claro que não. Mas você acha que algum ser ali vai querer se afastar de pessoas que não considera podendo ser visto ali no grupinho? Claro que não de novo. É idiota, mas é verdade.
Na minha turma não é diferente. Um cidadão, cujo nome ainda não vou citar, costuma dizer que eu “me isolo das pessoas”. Pra começar: sou obrigado a ficar perto de gente com quem não me importo? Pra mim isso é um tipo de falsidade. Mas foda-se, vou continuar. Um belo dia estava eu no ponto de ônibus com o Marcio e esse rapaz chegou com o “grupinho”, todos conversando e rindo alto (passe a reparar nisso: estudantes gostam de rir alto. Pergunte-se porque). Veio o cara e disse pra irmos pra perto porque “parecia que estávamos nos isolando do grupo” (¬¬). Respondi que estávamos lá primeiro, portanto eles que deviam vir. Não vieram. O ônibus chegou. Continuei meu papo com Marcio dentro do ônibus. O grupinho, por sua vez, viu seus integrantes irem cada um pra um canto diferente. Como o assunto, as risadas tiveram fim. Por quê? Será que a graça não é tanta assim? Será que o assunto não é tanto assim? Se não é, por que será que não?
Não perca seu tempo se preocupando com a imagem que vai passar pros outros. A vida é mais, muito mais do que popularidade e imagem. Ela é também é cultura, integridade e personalidade. Mais importante do que o que as pessoas acham de você é o que VOCÊ acha de você. Se você não sente necessidade de dar papo pras pessoas ao seu redor, não dê. Isso não é ser antissocial, é ser verdadeiro consigo mesmo.
Texto original alterado devido às mais novas leis que nos impedem de falar explicitamente mal de professores, instituições de ensino e "colegas" de classe.
7 comentários:
Concordo plenamente com vc...
inclusive por estar sendo citado na paostagem (prazer, Marcio!)
mano, essa gente da faculdade tem "probleminha"...
Po tu escreve bem cara, parabéns... tirando que faz levantamentos meio que "pesados" aos "amigos" da faculdade. Enfim, acho que se você não gosta de se "misturar" com tais pessoas, se divergindo de tal maneira, não o faça, você tem total direito, o que não pode é se transparecer e passar como um "amigo", pelo menos ao meu ver... não estou aqui para julgar ninguém e muito menos quero discutir uma coisa fútil, mais serve um conselho pra ti, se não gosta dessas pessoas, ok, legal...
só que po, quando conversar com as mesmas, não se passe por uma coisa que você não é... se quer se isolar, se isole e não seja leviano ao conversar com estas. Desculpa por me intrometer, mais eu não quero ser mais um que ignora o que as pessoas escrevem, até mesmo quando citado, vulgo "fulano" em seu texto. Abraço.
Como podemos levar em conta o que o vulgo 'fulano' escreve se não sabe nem usar uma preposição adequadamente? '-'
“Enfim, acho que se você não gosta de se "misturar" com tais pessoas, se divergindo de tal maneira, não o faça, você tem total direito”
Se eu tivesse ouvido isso desde a primeira vez que respondi que não queria ficar junto com o povo após ter o meu “isolamento” questionado, o parágrafo que causou a polêmica sequer teria sido escrito.
nossa, o menino coloca aspas em td .
deve ser mt seguro do que diz .
volta pra tua pokebola, Diego -.-'
o garoto ta numa faculdade e ainda não sabe diferenciar um 'mais' de um 'mas', esse eh o Brasil qe nós vivemos --'
mas pra qe querer aprender português qd eh melhor dar importância pro grupinho?
Concordo, ratifíco e retifíco!
Muito disso tudo também se deve a internet. Mas aí é outro caso...
U.P.P.D
Uma Pica Para Diego.
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