segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Namoros sem duração e querer chamar atenção: alguma relação, motivo pra felação ou só ilusão?

“Aparecer”. Essa é a palavra que mais tem feito parte do meu vocabulário quando falo sobre alguma vertente do comportamento jovem atual. Em segundo lugar vem “internet”, em terceiro vem “futilidade” e em quarto vem “desistir”. Isso porque estou realmente querendo desistir de conviver com toda essa futilidade. Maldita seja essa geração criada à base de internet que só quer saber de aparecer. Tudo que cerca a vida humana é motivo pra alguém tentar converter em ibope pra si.
Já citei muitos desses motivos aqui no Bloguiço. Os grupinhos que se formam sem qualquer razão de ser, o jeito de ser e se vestir dos coloridos, a paixão não tão verdadeira por Deus, por aí vai.
Mas outro desses motivos tem me chamado a atenção: a quantidade de pessoas que tenho visto namorando ultimamente. Namoradinhos e namoradinhas que são tão importantes pra essas pessoas que eu mal sei seus nomes. Que são tão importantes que só se convertem em dois ou três meses de um relacionamento. Que, depois de um tempo do fim do relacionamento, nem tem seus nomes citados por longos intervalos de tempo. Então, o que fica disso?
Nada. Nada senão alguns depoimentos, um tempinho de subnicks e fotos no orkut, algumas comunidades apaixonadas que essas pessoas entram. Isso tudo gera um certo ibope nesse pequeno espaço de tempo. Muita gente desejando felicidades, perguntando como vai o namoro, dizendo que os dois formam um casal muito fofo. Mas o que fica disso?
Nada. Nada senão absolutamente nada. Um amigo meu, cujo nome não citarei, já tá há quase dois anos com uma menina, sendo que terminam semanalmente e voltam na mesma frequência. Eu disse S-E-M-A-N-A-L-M-E-N-T-E. Não tô mentindo. Vem me pedir mais detalhes que eu digo quem é e conto a história todinha. Aí eu te pergunto: existe algum amor ali? Existe. O amor que juram um pro outro na INTERNET. Mas que é tão fraco que sequer garante duas semanas seguidas de compromisso. E o que fica disso?
Nada. Nunca fica nada. Eu tenho um conselho pra você que tem namoradinho e tenta tirar ibope disso: estuda. O teu namorinho não vai durar, mas o tempo que você perde não volta. Se você gosta de verdade da pessoa já é outra história. Mas se você chega ao ponto de parar na frente do computador pensando em um subnick legal pros OUTROS verem no seu MSN, pensa bem se você não se encaixa nisso que eu falei. Um namoro serve pra você desfrutar da companhia e comer uma menina babaquinha que acredita mesmo que você gosta dela. As pessoas minimamente racionais não vão te dar mais ou menos importância por você estar namorando e postando fotos com a menina que daqui a dois meses você vai largar. Aliás, quando você largar, vai fazer questão de usar os mesmos meios antes usados pra divulgação do namoro pra mostrar que está solteiro. Além de usar frases do tipo: “Solteiro na pista”, “Antes só do que mal acompanhado”, “Solteiro no Rio de Janeiro” e “Agora eu sou solteiro e ninguém vai me segurar”. E também vai querer tirar ibope do fato de estar solteiro, entrando em um ciclo vicioso. E no fim, o que fica disso?

Nada.

sábado, 13 de novembro de 2010

O Mundo À Frente de Nossos Olhos É O Mesmo À Frente dos Olhos dos Outros

Amigo leitor do Bloguiço, por mais que isso soe estranho, eu andei pensando. Eu critico muito as pessoas nisso aqui. E se eu for o errado? Será que eu não devia gostar de Justin Bieber e bandas coloridas? Será que eu não devia valorizar os grupinhos dos ambientes que frequento e parar de me importar com o tipo de pessoa que eu realmente quero ao meu redor?
Lendo os comentários do texto Reputação x Consciência, conclui que os divergentes pontos de vista em questão refletem diferentes visões de mundo das pessoas. Cada uma acha que a sua maneira de interpretar a situação, bem como o mundo ao redor de uma maneira geral, é a correta. Eu acho que estou certo e o Fulano acha que está certo. Mas será mesmo que há certos e errados nos julgamentos que fazemos no dia-a-dia? Será que a nossa visão do mundo é sempre justa e apropriada? Até onde nossa maneira de ver as coisas pode ser limitada a ponto de nos cegar pro que os outros têm a dizer? Afinal, pra mim, ninguém estará mais certo que eu.
Vamos exemplificar de maneira mais ampla: uma menina é loira, tem uma foto que mostra o seu cabelo loiro no orkut, mas, não satisfeita, ela entra numa comunidade chamada “Sou Loira”. Eu não sou daltônico, meu anjo. Já pude perceber.
Mas é claro que ela não quer especificar pros daltônicos a cor do seu cabelo. E mesmo que fosse, que diferença faria pro indivíduo? Mas ela acha que aquilo é algo relevante, e que seria uma onda a ser tirada.
Leu o que eu escrevi? “Onda a ser tirada”. Não é preciso ir longe com o raciocínio pra chegar nessa conclusão. Mas eu fui. Continuei. E quer saber? Provavelmente ela acha que, por ser loira, é esteticamente superior às ruivas e às morenas. E você acha que as morenas se veem como estando abaixo das loiras? Claro que não. Mas será que teriam essa mesma visão de caso se tivessem nascido loiras?
Eu por exemplo me acho melhor que muita gente por tocar dois instrumentos musicais, ter dois cursos de idioma e mais algumas coisas que não valem a citação. Talvez a importância que eu dou pra esse blog também seja parte desse processo. Mas o que fica é: nós sempre nos julgaremos como sendo o ser humano perfeito. Mas essa perfeição se limita à NOSSA visão de mundo. Eu não gosto de funk e toco guitarra e teclado. Vou me achar melhor que um cara que é conhecido entre os amigos por dançar funk muito bem. Mas ele vai me achar um merdinha porque, apesar de tocar esses dois instrumentos que indeferem pra ele, eu não danço funk como ele. Alguém está certo nessa história? Não. Ou melhor: depende da visão de mundo de quem responde.



Mas deixa eu tomar duas doses de gin pra esse filho da puta ver só uma coisa _|_