Amigo leitor do Bloguiço, por mais que isso soe estranho, eu andei pensando. Eu critico muito as pessoas nisso aqui. E se eu for o errado? Será que eu não devia gostar de Justin Bieber e bandas coloridas? Será que eu não devia valorizar os grupinhos dos ambientes que frequento e parar de me importar com o tipo de pessoa que eu realmente quero ao meu redor?
Lendo os comentários do texto Reputação x Consciência, conclui que os divergentes pontos de vista em questão refletem diferentes visões de mundo das pessoas. Cada uma acha que a sua maneira de interpretar a situação, bem como o mundo ao redor de uma maneira geral, é a correta. Eu acho que estou certo e o Fulano acha que está certo. Mas será mesmo que há certos e errados nos julgamentos que fazemos no dia-a-dia? Será que a nossa visão do mundo é sempre justa e apropriada? Até onde nossa maneira de ver as coisas pode ser limitada a ponto de nos cegar pro que os outros têm a dizer? Afinal, pra mim, ninguém estará mais certo que eu.
Vamos exemplificar de maneira mais ampla: uma menina é loira, tem uma foto que mostra o seu cabelo loiro no orkut, mas, não satisfeita, ela entra numa comunidade chamada “Sou Loira”. Eu não sou daltônico, meu anjo. Já pude perceber.
Mas é claro que ela não quer especificar pros daltônicos a cor do seu cabelo. E mesmo que fosse, que diferença faria pro indivíduo? Mas ela acha que aquilo é algo relevante, e que seria uma onda a ser tirada.
Leu o que eu escrevi? “Onda a ser tirada”. Não é preciso ir longe com o raciocínio pra chegar nessa conclusão. Mas eu fui. Continuei. E quer saber? Provavelmente ela acha que, por ser loira, é esteticamente superior às ruivas e às morenas. E você acha que as morenas se veem como estando abaixo das loiras? Claro que não. Mas será que teriam essa mesma visão de caso se tivessem nascido loiras?
Eu por exemplo me acho melhor que muita gente por tocar dois instrumentos musicais, ter dois cursos de idioma e mais algumas coisas que não valem a citação. Talvez a importância que eu dou pra esse blog também seja parte desse processo. Mas o que fica é: nós sempre nos julgaremos como sendo o ser humano perfeito. Mas essa perfeição se limita à NOSSA visão de mundo. Eu não gosto de funk e toco guitarra e teclado. Vou me achar melhor que um cara que é conhecido entre os amigos por dançar funk muito bem. Mas ele vai me achar um merdinha porque, apesar de tocar esses dois instrumentos que indeferem pra ele, eu não danço funk como ele. Alguém está certo nessa história? Não. Ou melhor: depende da visão de mundo de quem responde.
Mas deixa eu tomar duas doses de gin pra esse filho da puta ver só uma coisa _|_
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